03/02/1930 - 25/02/13
Sou a única filha de 6 irmãos, eu e meu pai tínhamos uma convivência muito saudável. Um amor incondicional, um carinho recíproco. Ele tinha uma saúde invejável, nunca bebeu e nem fumou, gostava muito de estar em contato com a natureza. Mas, em março de 2013 começou a ter algumas alterações em seu organismo e paralisação seguida de inúmeras dores nas pernas, foi quando os médicos constataram um câncer nos ossos. Esta terrível doença fez toda a família desmoronar em tristeza. Foi quando nós filhos tomamos as rédias da realidade e vimos que a coisa era realmente séria. A cada dia o sofrimento aumentava e já não tinha meios para evitar as dores. Lembro-me que na passagem de ano 2012 para 2013, passei a noite cuidando dele e de minha mãe que também estava com imbulia pulmonar, minha mãe foi mais fácil conter as crises de falta de ar. Meu pai já vivia uma situação crônica e avançada da doença, onde eu e meu marido ficamos indefesos diante de tanta dor que meu pai sentia. Mas conseguimos contornar a situação dando doses altas de remédios para amenizar as dores dele. Conseguiu ainda assistir aos fogos junto com a família, que se fez presente na passagem do ano, dando a ele um pouco de alegria.
Só que o câncer não se cansa e progride com uma velocidade imaginável, e daí por diante foram dias de angústia na vida dele, e muita tristeza em nossa vidas, pois a cada crise sofríamos juntos. Entre várias internações no Hospital do Câncer, um dia não mais voltou para nossa casa. No dia 25 de fevereiro de 2013, para mim o dia mais infeliz de minha vida, meu paizinho estava muito debilitado, já sentia falta de ar, a mente confusa e dores imensas, levamos ao Hospital de nossa cidade, pois não havia tempo hábil e nem condições de levá-lo na cidade vizinha onde fazia o tratamento. Foi quando eu estava no quarto dele com um sobrinho meu e vi que chegavam inúmeros enfermeiros e o médico do UTI, que resolveu entubá-lo ali mesmo no quarto, fiquei descontrolada emocionalmente, pois senti que estava perdendo-o naquele momento. E foi assim mesmo, ele sussurrava que Deus era bom, que havia lhe mostrado lugares maravilhosos, estas foram as últimas palavras. Meus irmãos foram chegando e eu me afastei, e minutos depois ele veio a falecer. Triste dia, eu o amava muito e estou sofrendo bastante. Meu pai era meu melhor amigo, minha paixão e a razão dos meus dias, meu amor será eternamente dedicado a ele, ainda vivo porque tenho o conforto no coração de que ele está nos braços do Senhor Jesus!
Por Marilene Cardoso Portela


Nossa me indentifiquei muito com a sua situação pois perdi o meu paizinho no dia 05/07 /13 com câncer nos ossos tambem q ja eram metastases as dores dele eram terríveis sou a unica filha e cuidei dele todos os dias essa doença e muito triste sofro muito não conseguimos esquecer as pessoas que amamos. Renata Santes
ResponderExcluirEu tbm me identifiquei com a situação de vc´s, perdi meu querido pai no dia 09 de maio de 2013, insuficiência renal.
ResponderExcluirNunca pensei q fosse sentir isso, um vazio enorme sem fim, uma sensação de perder algo que sabemos que aqui nessa vida não encontraremos mais, isso é terrível, é uma dor q desatina sem doer. Cuidei dele todos os dias, passei noites em pé ao lado dele para que ele sentisse minha presença tentei dar o melhor de mim, sinto tanto a falta dele, ele me ensinou tudo q sei, para nós q somos filhos únicos isso é terrível e doloroso, pq olhamos para o lado e no meu caso que ainda tenho minha mãe, prefiro não fazer certos comentários, para que ela ñ venha sentir essa dor ainda mais.